Sabático de mãe

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Férias!!!

Minha rotina de mãe sabática virou de ponta cabeça nas últimas semanas. As crianças estavam de férias. Foram dois meses com eles em casa. Mãe integral FULL TIME. Eu já disse que foram DOIS MESES???  DOIS MESES. Sem escolinha, babá e rede de apoio. Só eu e o meu parceiro para cuidar, educar e brincar com nossa duplinha.

 

Como o Thiago trabalha fora, a maior parte do tempo eles ficaram comigo. Foi a primeira vez NA VIDA que fiquei em casa SOZINHA cuidando de duas crianças pequenas. O Rafa, que está com quatro anos e a minha caçula, a Clara, que tem dois anos.

 

Nunca pensei que eu fosse capaz de dar conta sozinha de duas crianças. Levar para passear empurrando um no carrinho e o outro debaixo do braço. Dar banho nos dois ao mesmo tempo. Colocar meus filhos no carro e ir ao supermercado, ao médico, à casa dos avós.

 

Pois é, eles ficaram sob as minhas asas. Duas vidas dependendo de mim, do meu humor, da minha energia. E também da minha criatividade. 

Achar o que fazer nas férias é um troço difícil. No nosso apartamento, nos meus dias de inspiração e coragem, tentei apelar para as famosas oficinas de arte da mamãe Lú. As crianças pintam tudo com guache e canetinha e espalham massinha pelo chão. O pior de tudo: enjoam rápido. Então, sobram muitas horas livres.

 

Daí é apelar pras miga mãe no mesmo barco e ocupar os SESCs, parques, brinquedotecas. Nessas férias, descobri que a São Paulo para crianças é muito bacana para os adultos também.

 

Mas mesmo com tantas atividades, é difícil mantê-los longe dos eletrônicos! Sempre preciso de um tempo para lavar a louça, fazer a comida e manter o ambiente limpo para eles.  E aí, os celulares e a TV entram em ação.

 

O que me incomoda bastante. Acabo controlando o uso desses aparelhos.

 

Resultado? Criança entediada. E criança entediada apronta na certa. Levei os dois para vacinar no posto de saúde e encontrei uma mãe que estava lá com o filho, da idade do Rafael. O menino tinha quebrado o queixo. Ele se acidentou durante uma acrobacia infantil mal sucedida na casa da avó.

 

A minha duplinha não foi tão longe assim. Limitam-se as travessuras sem danos físicos. Mas sei que é por enquanto!

 

Outro dia, o Rafa rasgou papelão e decidiu brincar de chuva de papel do nosso apartamento no décimo primeiro andar. O jardim do prédio ficou repleto de papel picado. Lá fui eu limpar antes que alguém visse.

 

Já a Clarinha é uma arrombadora nata.  Ela aprendeu a arrancar as travas que eu coloquei nos armários. O passatempo preferido da Clara é tirar as roupas dela da cômoda. Todas as roupinhas passadinhas e cheirosas. Amassadas no chão e emprestadas para os ursinhos e bonecas.

 

O tédio infantil aumenta nos dias chuvosos.

 

POR QUE JUSTO COM OS BACURIS TUDO EM CASA TINHA QUE CHOVER TANTO NESSA PORRA DE SUDESTE?

 

Aí, nada de parque. Nada de praças, quintais. Nem playground do prédio rola! Então, virei a louca da previsão do tempo. Toda a programação semanal era pensada com base no que São Pedro tinha em mente.

 

De repente, comecei a ficar muito mal humorada com toda essa situação e a gritar mais do que o normal. Era tempo demais com eles e pouco comigo mesma. Não consegui escrever para o blog nenhuma vez nesses dois meses. Estava esgotada. As férias estavam me estressando.

 

Por isso, adotei a prática: mantras, uma cerveja por dia e respira!

 

Saí para jantar e conversar com uma grande amiga. Tirei as tardes de sábado, quando meu marido está em casa, para fazer as unhas e dar uma volta. Tentei dormir um pouco mais do que de costume.

Meu parceiro pegou uns dias de folga e fomos para a praia atrás do sol.

 

Viajar com crianças é outra viagem. Pela primeira vez, fui a mãe da bebê que chora no avião e incomoda os outros passageiros. Fiquei mais tempo na piscina e menos tempo na praia do que o normal. Tomei mais sorvete do que geralmente tomo. E dormi cedo.Valeu a pena.

 

Consegui me acalmar e perceber que meus pequenos precisam de mim AGORA. Eles precisam da minha atenção. Da minha paciência. Da minha amorosidade.

 

As crianças querem o nosso tempo. São anos incríveis, intensos. E que não voltam. O melhor é rir disso tudo. E relaxar na medida do possível.

 

Num sopro, as férias acabaram. Eles voltaram para a escola. E sabe o que ficou? A dor de mais uma separação.

 

Mãe é bicho doido mesmo.

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